Negócio de e para mulheres: empreendedoras falam sobre os desafios de empreender e contam como é desenvolver projetos para o público femininoInterview: girls of “Negócio de Mulher” counted how is develop projects for the female audience

Mulheres empreendedoras

Elas fazem parte do time de mulheres que invadiram o mundo do empreendedorismo no Brasil e são mais do que moças no comando de uma empresa. O negócio da designer Karine Drumond, da engenheira de computação Marcela Abreu e da produtora editorial Priscila Coelho é desenvolver projetos criativos e inspiradores para o público feminino. A frente da empresa “Negócio de Mulher”, as moças também prestam serviços de comunicação e design para quem tem como público-alvo a mulherada.

Mulheres empreendedoras

As sócias Marcela Abreu, Priscila Coelho e Karine Drumond. Foto: Leo Cabral

Para entender melhor esta proposta inovadora e o universo das mulheres empreendedoras, a TransforME entrevistou as sócias da Negócio de Mulher como segunda parte da série sobre o tema. Confira, inspire-se:

O “Negócio de Mulher” foi o primeiro empreendimento de vocês?

Priscila – Sim. Foi começando a pensar nas necessidades das mulheres na internet e o que poderíamos fazer como mulheres que tem experiência online que descobri a veia empreendedora.

Karine – Eu já fui sócia de uma outra empresa, a Latitude14, focada em usabilidade e design de interação entre os anos 2008 a 2011. Eu e mais outros dois colegas, praticamente, “herdamos” a empresa de um ex-professor da pós-graduação. Foi a minha primeira experiência empreendedora, considero estes anos um período de “laboratório”. A Negócio de Mulher, foi a primeira empresa em que estive presente desde o momento de concepção, da fundação. Talvez por isto haja aí um sentimento ainda mais forte em relação ao sentimento de empreender.

Marcela – Sim. Nunca tinha me visto/ imaginado empreendedora até ter uma disciplina de empreendedorismo na pós-graduação. Tínhamos que pensar em um negócio/ serviço passando por todas as etapas de concepção. O meu projeto despertou o interesse da minha professora/orientadora Karine, que hoje é minha sócia, e está sendo uma experiência incrível. Aprendo um pouquinho a cada dia tendo que tomar decisões, pensar estrategicamente, avaliar os riscos, aprender com os erros. Está sendo uma descoberta bastante rica.

Quando e por que decidiram fundar o “Negócio de Mulher”?

Um dia, em um encontro de empreendedores (Startup Meetup BH), percebemos que éramos as únicas mulheres do lugar. Como a Marcela estava começando um projeto de conclusão do curso de Design de Interação e gostaríamos de ajudar, começamos a nos encontrar e conversar bastante. Foi nas conversas destas reuniões informais que chegamos a conclusão que, nós como mulheres e profissionais de criação, poderíamos criar e desenvolver projetos digitais mais criativos e interessantes para o público feminino e também ajudar outras empreendedoras. Além disso, temos uma sintonia muito boa de trabalho.

Começamos trabalhando nos momentos de folga dos empregos, foi só em outubro de 2011 que Priscila e Karine começaram a se dedicar em período integral, logo em seguida a Marcela. Hoje trabalhamos em tempo integral, em esquema de home-office.

Quais são os projetos desenvolvidos por vocês?

Hoje temos três frentes de atuação/negócios. Em comum, as três frentes de atuação, possuem o foco no universo feminino e no empreendedorismo criativo:

1. Sites femininos próprios, que são o Bazar em BH, o Amo Cabelo e o blog Negócio de Mulher .

2. Oficinas criativas para turmas femininas. Estas oficinas acontecem periodicamente e são sempre uma parceria entre Negócio de Mulher e outros profissionais e empresas.

3. Serviços de criação e design. Atendemos mulheres empreendedoras ou negócios focados no público feminino.

Também apoiamos ,na parte de design e comunicação, um projeto super especial, que é o Pedal de Salto Alto, um movimento para incentivar mais mulheres a pedalar na cidade, fundado em 2010.

Quais são os momentos que merecem destaque na história da empresa?

Priscila – Acho que primeiro foi quando as pessoas que admiramos o trabalho começaram a descobrir a gente. Depois foi próximo de fazermos um ano da criação da Negócio de Mulher e que começamos a ficar preocupadas se a empresa valia a pena financeiramente. Quando fizemos as contas, deu pra não só dormir melhor à noite, como para ficar mais empolgada.

Karine – O momento mais importante para mim é quando começamos a ser reconhecidas pelo trabalho que temos feito. Isso veio em diversos momentos e de formas diferentes: sendo convidadas para contar nossa história em eventos e em entrevistas, incentivos de pessoas que tínhamos muita admiração e a demanda por projetos cada vez mais crescente. Estes momentos são o “motor (ou alma)” da empresa, pois sem motivação não há empreendimento que resista aos momentos de dificuldade enfrentado por qualquer empresa.

Marcela – Tivemos vários momentos importantes. Inicialmente, foi o reconhecimento, sentir que estávamos no caminho certo quando as pessoas falavam admiradas do nosso trabalho, do cuidado que tínhamos com os detalhes, e do amor que a gente transmitia naquilo que estávamos nos propondo a fazer.
Um outro momento importante foi de como soubemos recuar e repensar um projeto que percebemos que não estava indo por um caminho legal. Sentamos nós três, conversamos e pensamos “Como podemos mudar o rumo das coisas?” sem desanimar e aprender com isso.

O que pretendem conquistar nos próximos anos?

Conseguir nos dedicar ainda mais aos projetos próprios, criar uma estrutura de trabalho em parceria com outros parceiros e empreendedoras. Enfim, crescer de forma colaborativa.Estamos sempre revendo nossos planos e rumos. Esta é a maior vantagem de empresas pequenas, não é atoa que são também as mais inovadoras. Conseguimos mudar os rumos facilmente, sem medo de abandonar um projeto ou começar outro.

Mais do que um negócio comandado por mulheres, a empresa de vocês é pensada para o público feminino. Quais os desafios de se trabalhar neste nicho de mercado?

As mulheres são muito diferentes, existem perfis, preferências, comportamentos muito distintos, ou seja, é impossível generalizar e colocá-las todas em um mesmo grupo ou categoria. Este é o maior “perigo” e também o desafio. As empresas precisam compreender com qual perfil de mulher está interagindo. Quais são suas necessidades específicas, seu contexto. Há sempre o risco de cair em estereótipos ou generalizações. Por outro lado, em comum, todas queremos (precisamos) de experiências e produtos que criem conexões mais significativas, emocionais, humanas, criativas e adequadas. É nisso que tentamos nos focar tanto nos nossos projetos, quanto atendendo aos clientes. Costumamos pensar também que o público feminino não se trata mais de um “nicho” dado o tamanho e diversidade deste mercado cada vez mais crescente. Acreditamos também que ao atender bem um público feminino bastante exigente a empresa passa a atender também com excelência todo o  público, incluindo os homens.

 E quais os desafios de ser uma mulher empreendedora?

Priscila – Apesar de um mercado muito masculino, ele é muito receptivo às mulheres que se arriscam. Muitas pessoas podem achar que este é um desafio, mas não é. Mas mulheres não tem medo de se aventurar num caminho novo e por natureza são multitarefa, muitas vezes precisamos focar e escolher em que projeto investir e qual tarefa resolver de cada vez e isso é um grande desafio. Quando se empreende e escolhe começar em casa, ainda existe o desafio de dividir atenção com a casa e a família.

Marcela – “Acreditar na sua ideia, arriscar, acreditar no que está se propondo a fazer. Antes de imaginar a possibilidade de estar a frente de um negócio eu pensava:”Ainda não é a hora”, “Está cedo demais”, “Preciso de mais experiência”. Claro que esses questionamentos são importantes, mas acho que nunca vamos estar completamente prontos até colocar a mão na massa e arriscar.”

Karine – É comum se referir a uma mulher empreendedora com o adjetivo “corajosa” , “uma mulher de coragem”, mas não penso que se trata de coragem, mas sim de paixão. A paixão leva a perseguir um sonho, um ideal. Empreender por uma ideia é diferente de empreender por necessidade, o que ainda é o caso de muitas empreendedoras no Brasil, mas isto tem mudado. Mais que coragem, o desafio está em manter o foco, perder o medo de errar, de aprender com os erros, rever os planos, enfim, se arriscar mais. Percebo conversando com algumas amigas que o maior desafio da mulher empreendedora está em justamente confiar nelas. Confiar nas próprias ideias. A questão da auto-confiança é importantíssima. Afinal, se você não acreditar nas suas ideias, quem mais irá?

 Qual(is) a(s) mulher(es) que inspiram vocês a empreenderem? Por quê?

Nossas próprias clientes e parceiras. Depois que começamos a empresa, temos atraído, como uma força quase que natural, mulheres de todos os perfis e idades que em comum estão também empreendendo. São negócios digitais, e-commerces, artesanato, empresas de consultorias, comércio. Estas histórias, destas mulheres que compartilham conosco seus sonhos e desafios, também nos inspiram diariamente. Pensando nisso, temos planos de no ano que vem, começarmos encontros informais de empreendedoras, na nossa cidade(Belo Horizonte), pensando em criar uma rede de mulheres que trocam experiências e se apoiam.

Saiba mais:

Mulheres invadem o mundo dos negócios no Brasil 

Elas fazem parte do time de mulheres que invadiram o mundo do empreendedorismo no Brasil e são mais do que moças no comando de uma empresa. O negócio da designer Karine Drumond, da engenheira de computação Marcela Abreu e da produtora editorial Priscila Coelho é desenvolver projetos criativos e inspiradores para o público feminino. A frente da empresa “Negócio de Mulher”, as moças também prestam serviços de comunicação e design para quem tem como público-alvo a mulherada.

Mulheres empreendedoras

As sócias Marcela Abreu, Priscila Coelho e Karine Drumond

Para entender melhor esta proposta inovadora e o universo das mulheres empreendedoras, a TransforME entrevistou as sócias da Negócio de Mulher como segunda parte da série sobre o tema. Confira, inspire-se:

O “Negócio de Mulher” foi o primeiro empreendimento de vocês?

Priscila – Sim. Foi começando a pensar nas necessidades das mulheres na internet e o que poderíamos fazer como mulheres que tem experiência online que descobri a veia empreendedora.

Karine – Eu já fui sócia de uma outra empresa, a Latitude14, focada em usabilidade e design de interação entre os anos 2008 a 2011. Eu e mais outros dois colegas, praticamente, “herdamos” a empresa de um ex-professor da pós-graduação. Foi a minha primeira experiência empreendedora, considero estes anos um período de “laboratório”. A Negócio de Mulher, foi a primeira empresa em que estive presente desde o momento de concepção, da fundação. Talvez por isto haja aí um sentimento ainda mais forte em relação ao sentimento de empreender.

Marcela – Sim. Nunca tinha me visto/ imaginado empreendedora até ter uma disciplina de empreendedorismo na pós-graduação. Tínhamos que pensar em um negócio/ serviço passando por todas as etapas de concepção. O meu projeto despertou o interesse da minha professora/orientadora Karine, que hoje é minha sócia, e está sendo uma experiência incrível. Aprendo um pouquinho a cada dia tendo que tomar decisões, pensar estrategicamente, avaliar os riscos, aprender com os erros. Está sendo uma descoberta bastante rica.

Quando e por que decidiram fundar o “Negócio de Mulher”?

Um dia, em um encontro de empreendedores (Startup Meetup BH), percebemos que éramos as únicas mulheres do lugar. Como a Marcela estava começando um projeto de conclusão do curso de Design de Interação e gostaríamos de ajudar, começamos a nos encontrar e conversar bastante. Foi nas conversas destas reuniões informais que chegamos a conclusão que, nós como mulheres e profissionais de criação, poderíamos criar e desenvolver projetos digitais mais criativos e interessantes para o público feminino e também ajudar outras empreendedoras. Além disso, temos uma sintonia muito boa de trabalho.

Começamos trabalhando nos momentos de folga dos empregos, foi só em outubro de 2011 que Priscila e Karine começaram a se dedicar em período integral, logo em seguida a Marcela. Hoje trabalhamos em tempo integral, em esquema de home-office.

Quais são os projetos desenvolvidos por vocês?

Hoje temos três frentes de atuação/negócios. Em comum, as três frentes de atuação, possuem o foco no universo feminino e no empreendedorismo criativo:

1. Sites femininos próprios, que são o Bazar em BH, o Amo Cabelo e o blog Negócio de Mulher .

2. Oficinas criativas para turmas femininas. Estas oficinas acontecem periodicamente e são sempre uma parceria entre Negócio de Mulher e outros profissionais e empresas.

3. Serviços de criação e design. Atendemos mulheres empreendedoras ou negócios focados no público feminino.

Também apoiamos ,na parte de design e comunicação, um projeto super especial, que é o Pedal de Salto Alto, um movimento para incentivar mais mulheres a pedalar na cidade, fundado em 2010.

Quais são os momentos que merecem destaque na história da empresa?

Priscila – Acho que primeiro foi quando as pessoas que admiramos o trabalho começaram a descobrir a gente. Depois foi próximo de fazermos um ano da criação da Negócio de Mulher e que começamos a ficar preocupadas se a empresa valia a pena financeiramente. Quando fizemos as contas, deu pra não só dormir melhor à noite, como para ficar mais empolgada.

Karine – O momento mais importante para mim é quando começamos a ser reconhecidas pelo trabalho que temos feito. Isso veio em diversos momentos e de formas diferentes: sendo convidadas para contar nossa história em eventos e em entrevistas, incentivos de pessoas que tínhamos muita admiração e a demanda por projetos cada vez mais crescente. Estes momentos são o “motor (ou alma)” da empresa, pois sem motivação não há empreendimento que resista aos momentos de dificuldade enfrentado por qualquer empresa.

Marcela – Tivemos vários momentos importantes. Inicialmente, foi o reconhecimento, sentir que estávamos no caminho certo quando as pessoas falavam admiradas do nosso trabalho, do cuidado que tínhamos com os detalhes, e do amor que a gente transmitia naquilo que estávamos nos propondo a fazer.
Um outro momento importante foi de como soubemos recuar e repensar um projeto que percebemos que não estava indo por um caminho legal. Sentamos nós três, conversamos e pensamos “Como podemos mudar o rumo das coisas?” sem desanimar e aprender com isso.

O que pretendem conquistar nos próximos anos?

Conseguir nos dedicar ainda mais aos projetos próprios, criar uma estrutura de trabalho em parceria com outros parceiros e empreendedoras. Enfim, crescer de forma colaborativa.Estamos sempre revendo nossos planos e rumos. Esta é a maior vantagem de empresas pequenas, não é atoa que são também as mais inovadoras. Conseguimos mudar os rumos facilmente, sem medo de abandonar um projeto ou começar outro.

Mais do que um negócio comandado por mulheres, a empresa de vocês é pensada para o público feminino. Quais os desafios de se trabalhar neste nicho de mercado?

As mulheres são muito diferentes, existem perfis, preferências, comportamentos muito distintos, ou seja, é impossível generalizar e colocá-las todas em um mesmo grupo ou categoria. Este é o maior “perigo” e também o desafio. As empresas precisam compreender com qual perfil de mulher está interagindo. Quais são suas necessidades específicas, seu contexto. Há sempre o risco de cair em estereótipos ou generalizações. Por outro lado, em comum, todas queremos (precisamos) de experiências e produtos que criem conexões mais significativas, emocionais, humanas, criativas e adequadas. É nisso que tentamos nos focar tanto nos nossos projetos, quanto atendendo aos clientes. Costumamos pensar também que o público feminino não se trata mais de um “nicho” dado o tamanho e diversidade deste mercado cada vez mais crescente. Acreditamos também que ao atender bem um público feminino bastante exigente a empresa passa a atender também com excelência todo o público, incluindo os homens.

E quais os desafios de ser uma mulher empreendedora?

Priscila – Apesar de um mercado muito masculino, ele é muito receptivo às mulheres que se arriscam. Muitas pessoas podem achar que este é um desafio, mas não é. Mas mulheres não tem medo de se aventurar num caminho novo e por natureza são multitarefa, muitas vezes precisamos focar e escolher em que projeto investir e qual tarefa resolver de cada vez e isso é um grande desafio. Quando se empreende e escolhe começar em casa, ainda existe o desafio de dividir atenção com a casa e a família.

Marcela – “Acreditar na sua ideia, arriscar, acreditar no que está se propondo a fazer. Antes de imaginar a possibilidade de estar a frente de um negócio eu pensava:”Ainda não é a hora”, “Está cedo demais”, “Preciso de mais experiência”. Claro que esses questionamentos são importantes, mas acho que nunca vamos estar completamente prontos até colocar a mão na massa e arriscar.”

Karine – É comum se referir a uma mulher empreendedora com o adjetivo “corajosa” , “uma mulher de coragem”, mas não penso que se trata de coragem, mas sim de paixão. A paixão leva a perseguir um sonho, um ideal. Empreender por uma ideia é diferente de empreender por necessidade, o que ainda é o caso de muitas empreendedoras no Brasil, mas isto tem mudado. Mais que coragem, o desafio está em manter o foco, perder o medo de errar, de aprender com os erros, rever os planos, enfim, se arriscar mais. Percebo conversando com algumas amigas que o maior desafio da mulher empreendedora está em justamente confiar nelas. Confiar nas próprias ideias. A questão da auto-confiança é importantíssima. Afinal, se você não acreditar nas suas ideias, quem mais irá?

Qual(is) a(s) mulher(es) que inspiram vocês a empreenderem? Por quê?

Nossas próprias clientes e parceiras. Depois que começamos a empresa, temos atraído, como uma força quase que natural, mulheres de todos os perfis e idades que em comum estão também empreendendo. São negócios digitais, e-commerces, artesanato, empresas de consultorias, comércio. Estas histórias, destas mulheres que compartilham conosco seus sonhos e desafios, também nos inspiram diariamente. Pensando nisso, temos planos de no ano que vem, começarmos encontros informais de empreendedoras, na nossa cidade(Belo Horizonte), pensando em criar uma rede de mulheres que trocam experiências e se apoiam.

Saiba mais:

Mulheres invadem o mundo dos negócios no Brasil